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| Hazard, Bélgica |
E a seleção da Bélgica, que prometia cantar e encantar, demorou para se livrar de sua pequena jaula tática que os impediam de brilhar. Durante 87 minutos de bola rolando, transformavam a equipe sensação em decepção. E quase lamentaram.
Muita força tática e física. Pouca inspiração e criatividade. Excessivamente ingleses, com seus jogadores da Premier League, e pouco brasileiros, mesmo jogando dentro de um Maracanã lotado.
Foi necessário ouvir as vaias das arquibancadas para sentirem o que é jogar no Brasil. Aqui se paga pelo espetáculo, não pela posse de bola. Queremos ver gols e dribles, não toques e cruzamentos.
E, como se entendessem o grito de "vergonha", decidiram voar. Nos últimos cinco minutos de jogo, foram mais Bem-te-vis - tipicamente brasileiro - do que belgas. Botaram um pouco de vivacidade em seu futebol e decidiram cantar.
Num voo 'hazante' - e raro - de seu camisa 10, quebrou o forte sistema defensivo russo e chegou ao triunfo nos minutos finais através Origi.
A seleção surpresa ainda não surpreendeu - positivamente - mas segue viva. Ainda não alçou os vôos mais altos que muitos esperavam, mas ainda assim conseguiram os 100% que poucas alcançaram até agora.
Cantou pouco e encantou menos ainda.
Assim como os meninos que vestem a camisa Canarinha.
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