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terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Pergunte ao Eurico

Eurico Miranda
Na próxima semana, Eurico Miranda irá conceder uma entrevista exclusiva ao Blog do Garone. E o candidato à presidência do Vasco abriu um espaço para que os torcedores também enviem as suas perguntas para que ele responda. Criei então este post para que os vascaínos que queiram questionar o candidato sobre suas propostas e o futuro do clube, caso vença as eleições.
Deixe suas perguntas nos comentários aqui embaixo.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Entrevista exclusiva com Genílson, ex-volante do Vasco e atual presidente do Novorizontino

O ex-jogador Genílson, que jogou no Vasco em 95, concedeu com exclusividade ao site 'SãoJanuário.Net' uma entrevista falando sobre a sua passagem por São Januário e a difícil missão de largar os gramados e se tornar dirigente - é o atual presidente do Novorizontino, onde foi revelado.

SJ - Assim como Roberto Dinamite, você foi jogador e hoje é presidente do clube que o revelou. Como foi essa transição e como você vê que esta experiência nos gramados pode lhe ajudar como dirigente?
G - Toda mudança nunca é fácil e requer um período de adaptação, mas o que facilitou muito foi poder estar no meio de uma atividade que sempre pratiquei com prazer. A experiência vivida na prática contribui bastante no relacionamento com os atletas, até por já ter vivido o outro lado. Mas estou aprendendo muito no que diz respeito à gestão esportiva em sua totalidade (administrativo, financeiro e organizacional).

SJ - Em 95 você teve uma rápida passagem pelo Vasco. Guarda boas recordações de São Januário? Como você avalia aquele período com a camisa cruz maltina?
G - O Vasco é uma grande equipe e todo atleta que teve a oportunidade de passar por esse clube deve se sentir orgulhoso. Infelizmente minha passagem foi rápida, mas tive o prazer de estar em um grupo de atletas excepcionais. Joguei algumas partidas na Copa Rio e também na última partida do Brasileiro 1995 (Vasco x Corinthians). Gostaria sem dúvida de ter continuado porque foi um clube muito acolhedor e que tem uma torcida maravilhosa.

SJ - Você teve a oportunidade de acompanhar a chegada de Juninho Pernambucano ao Vasco ainda muito jovem e atuar ao lado dele. Ele já demonstrava pode ser este jogador conhecido mundialmente?
G - Sem dúvida alguma! Além da qualidade técnica diferenciada, era uma pessoa que todos gostavam pelo seu carisma e simplicidade. Com toda certeza tudo o que ele conquistou foi mais que merecido. Acredito que assim como eu, todos que o conheceram ficaram felizes com seu sucesso profissional.

SJ - Você não teve muitas oportunidades na equipe principal com o técnico Zanata, mas era titular do Expressinho com Alcir Portela. Você acha que poderia ter sido melhor utilizado naquela época?
G - Todo atleta sempre acha que poderia ter sido melhor aproveitado ou por vezes que foi injustiçado. Mas eu tive pouca oportunidade na equipe principal pelo próprio elenco que era de alto nível e só em fazer parte daquele grupo já foi motivo de satisfação. Espero poder um dia estar no Vasco novamente, mesmo que agora como dirigente, para poder rever os amigos nesse grande clube.

SJ - Quando chegou ao Vasco, você veio junto com o atacante Alessandro Cambalhota. Hoje você é presidente do Novorizontino e ele jogador ainda do time. Como é esse relacionamento de vocês?
G - Ser presidente no clube onde meu ex-companheiro de clube, e amigo, joga atualmente é gratificante pelo comprometimento que se cria de ambas as partes. Por um lado ele me ajuda no comando dos atletas mais jovens, liderando a equipe. E eu, pela parte do clube, lhe dou a tranquilidade e o apoio para ser uma referência nesse retorno do Novorizontino, além de proporcionar a alegria de encerrar a carreira onde iniciou. Mas sem dúvida é um atleta excelente e serve de referência a qualquer jovem atleta, como pessoa e profissional.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Ex-vascaíno fala sobre seu envolvimento com drogas, prisão e recuperação

Como já devem estar acostumados a acompanhar, temos uma coluna especial chamada "Lembra dele no Vasco?" onde relembramos de jogadores que atuaram pelo Cruz Maltino. Muitas vezes acabamos recebendo emails com informações destes atletas e até mesmo do próprio. Foi o que aconteceu nesta semana.

O atacante Denílson, que passou por São Januário em 2004 após se destacar no Tupi-MG, leu a matéria sobre ele e entrou em contato conosco para nos contar sua história após deixar o clube. Ele falou sobre seu envolvimento com drogas, a prisão em 2011 e como está sua recuperação. Confira alguns trechos do email do jogador:

AS DROGAS

"...Realmente quando saí do Vasco eu passei por uma fase terrível da minha vida. Em 2006 comecei a fumar crack e decretei minha derrota. Perdi bens materiais, família, amigos, moral, honra, sonhos e quase perdi minha própria vida."

A PRISÃO

"...em 2011 fui preso 2 vezes (por porte de drogas). Talvez vc está lendo isso e se perguntando: por que não parou de fumar? Tentei várias vezes e só conseguia aumentar meu sofrimento. Não queira saber pessoalmente o que é isso e nem julgue quem está passando por isso, por favor, isso é o que ela menos precisa. Eu estava no fundo do poço literalmente."

A RECUPERAÇÃO

"...num dia de angustia e sofrimento eu clamei ao senhor dos exércitos que me tirasse daquela situação e ele mandou o pastor Marcio para me tirar de lá. E, acreditem amigos,ele usou um jovem que conheci na cadeia para levar o pastor até a mim. Hoje estou aqui escrevendo esta mensagem para deixar de testemunho para que todos que lerem, mantenha distancia do crack. Se você conhecer alguém com este problema, fale sobre DEUS para que seja salva….PORQUE EU SEI QUE MEU REDENTOR VIVE E POR FIM SE LEVANTARÀ SOBRE A TERRA. Grande abraço a todos e que a paz de DEUS esteja convosco."

RELEMBRE A PASSAGEM DE DENÍLSON PELO VASCO: http://saojanuario.net/vasco-da-gama/lembra-dele-no-vasco-denilson/

domingo, 1 de abril de 2012

Confira a entrevista exclusiva com o jovem atacante Romário Souza

Estreante do Vasco na última partida, contra o Macaé, o atacante Romário Souza falou com exclusividade para o nosso site sobre sua estreia e sua chegada em São Januário. Confira!

1 - O que você achou de sua estreia pelos profissionais?
R: Foi uma maravilha, apesar de estar um pouco ansioso. Mas jogadores como Juninho e Diego Souza durante o jogo, me passaram muita tranquilidade.

2 - Foi uma surpresa para você ser relacionado para o jogo contra o Macaé?
R: Foi sim uma bela surpresa!

3 - Você era muito pequeno quando Felipe, Juninho e Edmundo, conquistaram o Brasileiro de 97 pelo Vasco. Como é treinar hoje com o Maestro e o Reizinho e nas últimas semanas com o Animal?
R: Sim, tinha apenas 5 anos. É muito bom estar com eles treinando, pois tenho adquirido muitas experiência para o futuro.

4 - Como foi essa transição de Campos para São Januário e o início de sua carreira?
R: Foi em um jogo pelo Carioca de juniores entre Vasco x Americano, onde o professor Galdino se interessou pelo meu futebol. E hoje agradeço muito a Deus, ao professor Galdino e ao Vasco por ter me dado essa oportunidade.

5 - O que a torcida vascaína pode esperar do Romário daqui pra frente?
R: Muitas alegrias, muitos gols e muitos títulos ao Gigante da Colina.

Confira a entrevista exclusiva com o jovem atacante Romário Souza

Estreante do Vasco na última partida, contra o Macaé, o atacante Romário Souza falou com exclusividade para o nosso site sobre sua estreia e sua chegada em São Januário. Confira!

1 - O que você achou de sua estreia pelos profissionais?
R: Foi uma maravilha, apesar de estar um pouco ansioso. Mas jogadores como Juninho e Diego Souza durante o jogo, me passaram muita tranquilidade.

2 - Foi uma surpresa para você ser relacionado para o jogo contra o Macaé?
R: Foi sim uma bela surpresa!

3 - Você era muito pequeno quando Felipe, Juninho e Edmundo, conquistaram o Brasileiro de 97 pelo Vasco. Como é treinar hoje com o Maestro e o Reizinho e nas últimas semanas com o Animal?
R: Sim, tinha apenas 5 anos. É muito bom estar com eles treinando, pois tenho adquirido muitas experiência para o futuro.

4 - Como foi essa transição de Campos para São Januário e o início de sua carreira?
R: Foi em um jogo pelo Carioca de juniores entre Vasco x Americano, onde o professor Galdino se interessou pelo meu futebol. E hoje agradeço muito a Deus, ao professor Galdino e ao Vasco por ter me dado essa oportunidade.

5 - O que a torcida vascaína pode esperar do Romário daqui pra frente?
R: Muitas alegrias, muitos gols e muitos títulos ao Gigante da Colina.

sábado, 23 de julho de 2011

Paraguaio Pedro Vera, ex-Vasco, fala sobre o atual momento de sua seleção

pedro veraEx-Vasco e atualmente defendendo o Cobreloa, do Chile, o volante Pedro Vera conversou - por email - com exclusividade ao site SãoJanuário.Net sobre o momento atual da Seleção Paraguaia, finalista da Copa América.

"Paraguai esta com muita sorte. Eu pessoalmente não gosto nada como esta jogando, mas esta na final. Não gosto da formação do time, tem jogadores para serem mais ofensivos e não jogar tão defensivo. Estamos com sorte. Podemos ser campeões sem ganhar um só jogo! Muitas pessoas criticam isso mas é valido. Se o Paraguai sair campeão, com o tempo, irão lembrar do campeonato e não a forma de como ganhou. Ficará na historia."

O meia falou também sobre a sua carreira após sua saída de São Januário:

"Saí de um grande clube sul-americano, o Vasco, para outro, o Olímpia do Paraguai. Quase vencemos o Torneio Apertura e agora assinei um contrato de um ano com o Cobreloa do Chile."

O jogador aproveitou a oportunidade para mandar um recado para a torcida cruzmaltina.

"Sinto muita falta do Vasco e da cidade. Sempre acompanho o clube e aproveito a oportunidade para mandar um grande abraço à toda torcida!"

Paraguaio Pedro Vera, ex-Vasco, fala sobre o atual momento de sua seleção

pedro veraEx-Vasco e atualmente defendendo o Cobreloa, do Chile, o volante Pedro Vera conversou - por email - com exclusividade ao site SãoJanuário.Net sobre o momento atual da Seleção Paraguaia, finalista da Copa América.

"Paraguai esta com muita sorte. Eu pessoalmente não gosto nada como esta jogando, mas esta na final. Não gosto da formação do time, tem jogadores para serem mais ofensivos e não jogar tão defensivo. Estamos com sorte. Podemos ser campeões sem ganhar um só jogo! Muitas pessoas criticam isso mas é valido. Se o Paraguai sair campeão, com o tempo, irão lembrar do campeonato e não a forma de como ganhou. Ficará na historia."

O meia falou também sobre a sua carreira após sua saída de São Januário:

"Saí de um grande clube sul-americano, o Vasco, para outro, o Olímpia do Paraguai. Quase vencemos o Torneio Apertura e agora assinei um contrato de um ano com o Cobreloa do Chile."

O jogador aproveitou a oportunidade para mandar um recado para a torcida cruzmaltina.

"Sinto muita falta do Vasco e da cidade. Sempre acompanho o clube e aproveito a oportunidade para mandar um grande abraço à toda torcida!"

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Especulado no Vasco, Marcelo Cordeiro foi criado em São Januário

Mais um nome para a lateral esquerda circula pelos corredores de São Januário. O nome da vez é Marcelo Cordeiro, ex-Vitória, Inter e Botafogo e que atualmente defende a Portuguesa. O jogador foi revelado nas categorias de base do Vasco e em 2009 nos concedeu uma entrevista exclusiva falando de sua passagem pelo clube. Confiram:


- Entrevista publicada no dia 05/07/2009


AS – Marcelo, você passou muito tempo na base vascaína e quando estava para subir, lhe dispensaram. Você guarda alguma mágoa do clube ou da antiga diretoria?
MC – Não guardo mágoa porque as pessoas que me prejudicaram não estão mais no Vasco, já saíram. E é sempre isso que acontece, eles afundam o clube e vão embora.


AS – Assim como você, Wescley, Hélton, Rony, Possato, Siston e Botti, subiram para os profissionais em uma época em que a equipe contava com diversos “medalhões”. Você acha que isto dificultou a adaptação de vocês no clube?
MC – Acho que não. Peguei uma época onde o Vasco tinha dinheiro e por isso investia em jogadores de nome, mas no momento em que estourei a idade no júnior, o Vasco já não atravessava uma fase muito boa e só tinha o Edinho como lateral. Mas por motivos que não sei explicar, preferiram subir o meu reserva e me deixaram nos juniores.


AS – Você se sentia desprestigiado no Vasco quando acabava sendo emprestado a clubes pequenos, como o Bragantino, por exemplo?
MC – Não acho, até porque eu vejo que é importante o jogador ganhar experiência e se não estiver sendo aproveitado é bom que seja emprestado para que possa se manter em atividade e mostrar o seu valor para voltar e jogar no seu time de origem.


AS – Essas passagens por equipes de pequeno investimento fizeram com que você se motivasse ainda mais para dar a volta por cima e retornar a vitrine do futebol brasileiro?
MC – Quando você vai para uma equipe menor, você realmente vê a diferença que é a pequena da grande. Isso p mim só me deu ainda mais vontade de trabalhar e estar sempre bem para que eu continue sempre em uma equipe grande, ainda mais aqui no Internacional que é uma equipe onde muitos gostariam de jogar e poucos têm essa chance. Concluindo, serviu para que hoje eu possa dar muito valor ao clube que estou.


AS – Você atualmente está no Internacional e conquistou o vice-campeonato da Copa do Brasil e o campeonato gaúcho. Você achava que retornaria para um grande clube após a sua saída pela “porta de trás” de São Januário?
MC – Claro que certeza a gente nunca tem, mas sempre acreditei no meu potencial e tudo era questão de oportunidade. Quando se tem qualidade tem que estar trabalhando, aguardando a oportunidade, porque quando ela vier você estará pronto.


AS – No ano passado você teve a oportunidade de voltar à São Januário e participar de um dos jogos mais importantes da história do Vasco, infelizmente marcado pelo rebaixamento do clube. O que passou na sua cabeça quando voltou a pisar no gramado em que iniciou a sua carreira e ainda mais ajudando no rebaixando do clube?
MC – Para falar a verdade queria muito jogar essa partida, tanto q o Mancine queria dar férias já para alguns jogadores que atuaram muitos jogos e eu fui o único titular que não quis. Acabou a diretoria vetando a escalação de reservas. Mas como falei, queria muito jogar porque era a hora de provar q eu merecia um tratamento melhor, porque qualidade eu sempre tive, afinal foram dez anos de Vasco, de 92 à 02, e não tive reconhecimento nenhum!


AS – Mesmo não tendo atuado pelos profissionais, qual momento dentro do Vasco lhe marcou mais?
MC – Tive muitos momentos bons, afinal foram dez anos de Vasco. Mas acho que o mais marcante foi o título carioca de juniores, em 2001, onde tive um desempenho muito bom e nosso grupo de jogadores era de muita qualidade e amizade.


AS – Você aceitaria retornar ao Vasco se houvesse o interesse da diretoria?
MC – Sem dúvidas, até porque passei toda a minha infância em São Januário e não realizei meu sonho de jogar no profissional. Tenho um desejo que até o fim da minha carreira eu voltarei a jogar no Vasco, para que eu possa me sentir realizado profissionalmente, e dar muitas alegrias a torcida vascaína que é maravilhosa!


AS – Mande um recado para a torcida vascaína!
MC – Que vocês continuem sendo essa torcida apaixonada, empolgante e incentivem o time até o final, porque para nós, que somos jogadores, a força da torcida é essencial!

Especulado no Vasco, Marcelo Cordeiro foi criado em São Januário

Mais um nome para a lateral esquerda circula pelos corredores de São Januário. O nome da vez é Marcelo Cordeiro, ex-Vitória, Inter e Botafogo e que atualmente defende a Portuguesa. O jogador foi revelado nas categorias de base do Vasco e em 2009 nos concedeu uma entrevista exclusiva falando de sua passagem pelo clube. Confiram:


- Entrevista publicada no dia 05/07/2009


AS – Marcelo, você passou muito tempo na base vascaína e quando estava para subir, lhe dispensaram. Você guarda alguma mágoa do clube ou da antiga diretoria?
MC – Não guardo mágoa porque as pessoas que me prejudicaram não estão mais no Vasco, já saíram. E é sempre isso que acontece, eles afundam o clube e vão embora.


AS – Assim como você, Wescley, Hélton, Rony, Possato, Siston e Botti, subiram para os profissionais em uma época em que a equipe contava com diversos “medalhões”. Você acha que isto dificultou a adaptação de vocês no clube?
MC – Acho que não. Peguei uma época onde o Vasco tinha dinheiro e por isso investia em jogadores de nome, mas no momento em que estourei a idade no júnior, o Vasco já não atravessava uma fase muito boa e só tinha o Edinho como lateral. Mas por motivos que não sei explicar, preferiram subir o meu reserva e me deixaram nos juniores.


AS – Você se sentia desprestigiado no Vasco quando acabava sendo emprestado a clubes pequenos, como o Bragantino, por exemplo?
MC – Não acho, até porque eu vejo que é importante o jogador ganhar experiência e se não estiver sendo aproveitado é bom que seja emprestado para que possa se manter em atividade e mostrar o seu valor para voltar e jogar no seu time de origem.


AS – Essas passagens por equipes de pequeno investimento fizeram com que você se motivasse ainda mais para dar a volta por cima e retornar a vitrine do futebol brasileiro?
MC – Quando você vai para uma equipe menor, você realmente vê a diferença que é a pequena da grande. Isso p mim só me deu ainda mais vontade de trabalhar e estar sempre bem para que eu continue sempre em uma equipe grande, ainda mais aqui no Internacional que é uma equipe onde muitos gostariam de jogar e poucos têm essa chance. Concluindo, serviu para que hoje eu possa dar muito valor ao clube que estou.


AS – Você atualmente está no Internacional e conquistou o vice-campeonato da Copa do Brasil e o campeonato gaúcho. Você achava que retornaria para um grande clube após a sua saída pela “porta de trás” de São Januário?
MC – Claro que certeza a gente nunca tem, mas sempre acreditei no meu potencial e tudo era questão de oportunidade. Quando se tem qualidade tem que estar trabalhando, aguardando a oportunidade, porque quando ela vier você estará pronto.


AS – No ano passado você teve a oportunidade de voltar à São Januário e participar de um dos jogos mais importantes da história do Vasco, infelizmente marcado pelo rebaixamento do clube. O que passou na sua cabeça quando voltou a pisar no gramado em que iniciou a sua carreira e ainda mais ajudando no rebaixando do clube?
MC – Para falar a verdade queria muito jogar essa partida, tanto q o Mancine queria dar férias já para alguns jogadores que atuaram muitos jogos e eu fui o único titular que não quis. Acabou a diretoria vetando a escalação de reservas. Mas como falei, queria muito jogar porque era a hora de provar q eu merecia um tratamento melhor, porque qualidade eu sempre tive, afinal foram dez anos de Vasco, de 92 à 02, e não tive reconhecimento nenhum!


AS – Mesmo não tendo atuado pelos profissionais, qual momento dentro do Vasco lhe marcou mais?
MC – Tive muitos momentos bons, afinal foram dez anos de Vasco. Mas acho que o mais marcante foi o título carioca de juniores, em 2001, onde tive um desempenho muito bom e nosso grupo de jogadores era de muita qualidade e amizade.


AS – Você aceitaria retornar ao Vasco se houvesse o interesse da diretoria?
MC – Sem dúvidas, até porque passei toda a minha infância em São Januário e não realizei meu sonho de jogar no profissional. Tenho um desejo que até o fim da minha carreira eu voltarei a jogar no Vasco, para que eu possa me sentir realizado profissionalmente, e dar muitas alegrias a torcida vascaína que é maravilhosa!


AS – Mande um recado para a torcida vascaína!
MC – Que vocês continuem sendo essa torcida apaixonada, empolgante e incentivem o time até o final, porque para nós, que somos jogadores, a força da torcida é essencial!

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Entrevista exclusiva com Vítor, meia revelado pelo Vasco na década de 90

Por André Schmidt

A década de 90 foi marcada por títulos, vitórias, conquistas e a revelação de diversos craques, como Edmundo, Valdir, Pedrinho, Felipe e etc. Porém, algumas outras jovens promessas acabaram ficando pelo caminho em razão de fatalidades. O caso de Vítor se encaixa bem nisto. camisa 10 do time campeão da Copa São Paulo de juniores em 92, o meia teve sua carreira precocemente interrompida devido uma grave lesão no joelho. Conheça melhor sua história.

Agradecimento especial ao leitor Fabiano Branco, que nos passou o contato do ex-jogador.

AS - Vítor, como foi o seu início de carreira?

V: Comecei no Futsal em Cabo Frio no Tamoyo E.C e disputando um torneio de verão em Cabo Frio jogava com 14 anos na Categoria Infanto Juvenil e neste torneio enfrentamos o Fluminense (4X4 onde fiz os 4 gols) e o Flamengo (vencemos 4X1 e fiz 2 gols) e o técnico do Fluminense me convidou para ir jogar no Fluminense e eu aceitei. A notícia correu na cidade e um Diretor do Vasco me conheceu e ficou sabendo que sou vascaíno. Ele me convidou para fazer um teste no clube, o que prontamente atendi deixando o Fluminense de lado , pois meu sonho sempre foi jogar no meu time de coração. Fiz o teste no Vasco e arrebentei sendo aprovado logo no 1º treino e uma semana depois eu já estava federado jogando contra o Botafogo, daí em diante foram muitos títulos nas categorias de base até me profissionalizar em 1992.

AS - Em 1992 você conquistou a Taça São Paulo de Juniores pelo Vasco. Qual o momento mais marcante desta decisão para você?

V: Com certeza foi na disputa de pênaltis pois fui o primeiro a bater e o Pacaembu lotado, a pressão de nunca ter conquistado este título (aliás o Vasco só tem esta conquista), jogando contra o São Paulo que tinha um timaço onde muitos também se profissionalizaram e graças a Deus saímos vencedores.

AS - Muitos dos atletas campeões na base em 92 subiram e se firmaram no time principal, alguns inclusive se tornando ídolos do clube como Pimentel, Leandro Ávilla e Valdir. O que você considera o grande motivo por não ter conseguido manter uma regularidade nos profissionais do Vasco?

V - Tive nos 2 primeiros anos uma concorrência e tanta na minha posição. Dois jogadores com nível de seleção brasileira, que eram o Bismarck e o William, mas estava sempre entrando nos jogos e entrava sempre bem. Em 1994, o Bismarck foi vendido após o Campeonato Carioca e assumi a condição de titular no Campeonato Brasileiro, tendo uma sequência de jogos. No jogo contra a Portuguesa tive uma contusão séria onde rompi os ligamentos do joelho direito. Passei por uma cirurgia com prazo de volta de um ano e infelizmente nesta cirurgia peguei uma infecção hospitalar onde corri até o risco de ter a perna amputada. Graças a Deus não perdi minha perna, porém fiquei com seqüelas gravíssimas da infecção e isso me atrapalhou muito quando voltei a jogar, pois meu joelho incha com qualquer contato. Isto acabou culminando com o meu precoce final de carreira aos 25 anos de idade.

AS - Em 93 você teve a oportunidade de fazer parte do grupo bicampeão carioca. Na época, Geovani e Bismarck eram os titulares da meia. Como foi essa experiência com estes craques e teve alguém em quem você se espelhasse ou achasse o seu estilo de jogo parecido?

V - Muita gente falava que meu estilo de jogo era muito parecido com o do Bismarck e de certa forma, ele era uma referência para mim, pois cresci assistindo o Bismarck arrebentando no Vasco e nas Seleções de Base, mas sem sombra de dúvida meu grande ídolo sempre foi o Roberto Dinamite.

AS - Você teve a oportunidade de conviver com Dener em sua breve passagem pelo clube em 94, antes de falecer tragicamente num acidente de carro. Como foi jogar e treinar ao lado de um craque como este e como foi que aquele grupo conseguiu se reabilitar após a morte do atacante e seguir até o tricampeonato carioca?

V - O Dener era um jogador de raro talento. Recordo-me de um jogo que fizemos contra o New Old Boys na Argentina , time em que o Maradona jogava na época, e ele conseguiu simplesmente ofuscar o Maradona arrancando aplausos de pé da torcida e olha que o jogo foi na Argentina, em Rosário. Infelizmente ele veio a falecer e principalmente eu senti muito a perda do Dener, pois eu concentrava no Hotel dividindo quarto com ele já alguns meses e aí tivemos uma grande amizade. O nosso elenco sentiu muito a falta do Dener e nos motivamos a ganhar o Tri em 94 para oferecer a ele, grande amigo e grande jogador.

Vítor e Maradona juntos em 94

AS - No início de 94 o Vasco foi à Argentina realizar alguns amistosos e você estava no grupo. Os jogos foram contra os New Old Boys que contava com Maradona em seu elenco. Como foi enfrentar um jogador como ele? Era um sonho seu?

V - Realmente foi um momento especial na minha carreira, lembro que no intervalo do jogo eu e o Jardel fomos tirar foto com o Maradona e parecíamos crianças diante dele tamanha a admiração de estarmos tendo a oportunidade de jogar contra um dos maiores jogadores da história.

AS - Neste mesmo ano você chegou a atuar algumas vezes como titular e inclusive marcou um gol contra o Bahia pelo Brasileiro. Você se lembra bem deste gol? Como foi?

V - Joguei no Brasileirão vários jogos como titular e acabei me contundindo depois do jogo contra a Portuguesa em Juiz de Fora. Neste jogo contra o Bahia foi um gol que fiz em São Januário em um chute de longe que resvalou no pé do zagueiro e entrou no ângulo, foi um bonito gol.

AS - Depois que saiu do Vasco, quais outros clubes você defendeu?

V - Ainda como jogador do Vasco após todo o processo traumático da minha cirurgia no joelho, a questão da infecção hospitalar me tirou mobilidade, confiança e explosão muscular e segundo os médicos eu teria poucas chances de voltar a jogar em alto nível, aí fui emprestado ao Olaria no início de 96 junto com outros jogadores do Vasco como Ricardo Rocha, Charles Guerreiro, Pedro Renato, Hernande, Cláudio Gomes, Bruno Lima, porém vivia com o joelho inchado e atuei poucas vezes, quando voltei do empréstimo fiquei ainda mais seis meses lutando para me reabilitar e apenas treinando até que no final de 96 saí definitivamente do Vasco. Fui convidado a tentar uma nova chance de voltar a jogar em 1997 pela serie B do Campeonato Paulista pela Francana e voltei a ter sérios problemas no joelho o que me fez decidir por encerrar a carreira no meio de 97 após o primeiro semestre quando ainda tinha apenas 25 anos.

AS - Como anda a sua vida hoje em dia, no que vem trabalhando? Pretende continuar no meio do futebol?

V - Desde Julho de 97 voltei a minha cidade natal, Cabo Frio e literalmente comecei do zero. Foram momentos difíceis, pois apostei toda minha juventude no futebol. Comecei a trabalhar no ramo imobiliário, estudei e hoje sou Corretor de Imóveis em Cabo Frio. Gostaria muito de voltar a trabalhar no futebol, pensei em montar uma Escolinha mas meu tempo não me permite e quem sabe um dia apareça alguma coisa ?

AS - Mande um recado à torcida vascaína!

V - Galera vascaína, parabéns pelo título da Copa do Brasil, vocês merecem , o Dinamite merece e acima de tudo o Clube merece por sua grandeza e para resgatar o orgulho de todos em torcer por este que é um dos maiores clubes do mundo, o nosso querido Vascão, que sofreu tantos anos por culpa de más administrações. Tenho certeza que vem muitos títulos pela frente e agora com o Juninho (meu grande amigo e parceiro em 96 quando voltei ao Vasco do Olaria) tudo tende a melhorar. Obrigado por tudo torcida vascaína que sempre me apoiou e tenho a consciência tranqüila que fiz o meu melhor pelo Vasco conquistando vários títulos enquanto meu joelho permitiu. Um grande abraço a todos e foi um prazer conceder esta entrevista.

CONFIRA OS NÚMEROS DE VÍTOR PELO VASCO

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Alexandre Lopes, ex-goleiro do Vasco, fala sobre sua carreira em Portugal

Marcio, Alexandre, Carlos Germano e Acacio

Por Andre Schmidt


Há poucos dias ele foi personagem de nossa coluna “Lembra dele no Vasco?”. Em razão disto o ex-goleiro do Vasco, Alexandre Lopes entrou em contato conosco para sabermos um pouco mais sobre a carreira do agora treinador de goleiros. Confira o email enviado:

“Caro amigo, obrigado por postar aqui a minha carreira de goleiro e agora de treinador em Portugal, realmente foi mais ou menos isso que se passou, além do Carlos Germano, ainda havia o Márcio que era um bom goleiro também e como tinha já meus pais a morar aqui em Portugal, pedi na altura ao presidente Calçada pra me libertar o passe, pois já tinha jogado na 3ª divisão aqui e queria continuar em Portugal, pois haviam equipes da 2ª divisão que me queriam, mas não tinham condições de pagar pelo empréstimo ou pelo passe. E foi assim que acabei dando seguimento a minha carreira aqui em Portugal, não deixando de acompanhar claro o futebol brasileiro e o meu Vasco e procuro sempre que posso me informar sobre o clube e inclusive já sei que o Germano e o Márcio estão treinando os goleiros aí, e fico feliz por eles. Não coloco nunca de parte a hipótese de um dia regressar e até trabalhar aí novamente, se for essa a vontade de Deus pra minha carreira claro, pois aprendi muitas coisas com muitos treinadores portugueses, que hoje em dia são de grande qualidade mundial, e passar esses conhecimentos aí no meu país seria maravilhoso.
Estou lhe enviando em anexo algumas fotos aí do tempo do Vasco e qualquer coisa que precisar da minha parte é só dizer amigo, que eu terei o maior gosto em ajudar.

Termino enviando um grande abraço a você e a todos os torcedores do Vasco e desejando o maior sucesso pra sua carreira no jornalismo.

Alexandre Lopes”

RELEMBRE A PRIMEIRA MATÉRIA SOBRE ALEXANDRE LOPES

domingo, 11 de abril de 2010

Sandro Laina, Bicampeão Paraolímpico: "Sonho com a formação de um time no Vasco"



Por André Schmidt


Bicampeão Paraolímpico, o ala da seleção brasileira de futebol de cinco para deficientes visuais, Sandro Laina, falou com exclusividade para o Blog Boteco do Portuga sobre os seus projetos para os esportes para portadores de necessidades especiais e sobre o seu amor pelo Vasco. Confira:


O futebol de cinco brasileiro é bicampeão paraolímpico. O que estas conquistas trouxeram de melhorias para a modalidade?

SL - Ainda temos pouco espaço na mídia, pouco incentivo financeiro e pouca participação da iniciativa privada na modalidade. A prática da modalidade ainda está restrita aos institutos e associações de cegos. As conquistas ainda são muito pequenas. Além do patrocínio de 800 mil que as loterias deram à seleção este ano, nada mais! Ainda temos pouco espaço na mídia, pouco incentivo financeiro, pouca participação da iniciativa privada, poucos são os campeonatos internacionais que colocamos na mídia. Muito menos são os nacionais e regionais que são divulgados


Algum grande clube do Brasil mantém uma equipe? Como anda a situação dos esportes para portadores de necessidades especiais?

SL - Nenhum grande clube tem equipe de futebol de cinco. O esporte para deficientes tem crescido muito, em especial, em número de atletas. O Vasco deveria ser pioneiro na criação e manutenção de uma equipe da modalidade.


Você é fundador e presidente da Fundação de Esporte para Cegos do Estado do RJ. Como anda esse trabalho e a participação do Governo?

SL - Eu acho que a FECERJ, que ajudei a fundar e sou presidente, tem feito um trabalho ainda pequeno. O apoio governamental aqui no RJ é muito pequeno, o contato com os políticos não é tão fácil. Em outras federações no Brasil, um serviço mais consistente tem sido feito, muito pelo contato mais próximo com políticos. Este contato é importante para acessarmos recursos públicos, única fonte de renda do desporto paraolímpico praticamente.


Você é assumidamente torcedor do Vasco. Já houve algum contato com para a implantação de um projeto dentro do clube?

SL -. Sou torcedor assumido e apaixonado do Vasco. Infelizmente, não tive a oportunidade de levar alguns de meus projetos para análise da diretoria, mas sei de um trabalho com o Mauro Brasil na natação paraolímpica, já é um início!


Você acha que o contato com Dinamite, que também é Deputado, poderia alavancar o incentivo ao esporte tanto dos clubes quanto do governo?

SL - Acredito que se o Dinamite abraçar a idéia, sim. Ele poderia atuar em ambas as frentes, tanto incentivando o desporto paraolímpico dentro de clubes, de torcidas; quanto sendo uma interface com o governo nos permitindo acessar recursos públicos, essenciais para o fomento. O que vejo de mais interessante é a história desbravadora do Vasco. Poderíamos ser mais uma vez pioneiros ao ter uma equipe paraolímpica sob nossa cruz. Não só de futebol de 5, mas de natação, basquete de cadeiras de rodas, vôlei sentado, goalball, judô... E com isso, muitas outras coisas, como a gravação em áudio de nossa revista oficial para acesso aos cegos, nossas sedes acessíveis, com rampas, pistas táteis, placas informativas, um site acessível.


Mande um recado para os torcedores vascaínos e brasileiros q torcem por vc e por nossa seleção. Obrigado pela entrevista Sandro!Sucesso!

SL -
Que estejamos unidos para tornar o Vasco cada vez maior. Afinal, com uma torcida tão linda, uma história tão forte, é inadimissível que sejamos pequenos! Tenho certeza que o Vasco pode ajudar o desporto Paraolímpico a se desenvolver e macificar. Por outro lado, o desporto paraolímpico tem tudo para escrever mais uma linda página na história vascaina. História de pioneirismo esportivo, capital humano, além de prestar um grande serviço ao Brasil.

domingo, 16 de agosto de 2009

Entrevista exclusiva com o volante Paulinho

Por André Schmidt

Revelado pelo Grêmio no ano passado, Paulinho chegou ao Vasco no início de 2009 como uma das grandes promessas. Trazido por Rodrigo Caetano, ainda não teve muitas oportunidades no time titular. Nas poucas que teve, atuou como lateral direito e não como volante.
Confira a entrevista exclusiva concedida pelo jogador ao Blog Boteco do Portuga:

AS - Paulinho, como foi a sua adaptação ao Rio de Janeiro e ao Vasco?O fato de o elenco contar com diversos jovens, como você, o ajudou?
P - Minha adaptação ao Rio foi muito boa, é uma cidade maravilhosa e muito diferente do que é exposto para o resto do Brasil! Foi muito fácil me adaptar por aqui!Em relação ao elenco acho que a média de idade ajudou sim, pois muitos dos jovens que estão ali eu já havia jogado contra, então de certa forma eu conhecia. Fora isso, o elenco do Vasco é muito bom, em todos os sentidos, tanto os jovens quanto os jogadores mais experientes são espetaculares! Essa palavra define bem: ESPETACULAR!!

AS - Mesmo você tendo sido o capitão do título Brasileiro sub-20 do Grêmio, o clube optou por não renovar o seu contrato. Você guarda alguma mágoa da diretoria?
P - Na verdade, a opção de não ficar no Grêmio foi minha. E quando digo minha sou eu, minha família e meus empresários que são como se fossem da família!Depois do Brasileiro subi para o profissional, fiz toda pré-temporada e o Celso Roth me chamou e disse pra eu voltar para os juniores, que então ele iria me chamar mais vezes. Não achamos a situação boa pra mim e resolvemos sair, ainda mais depois de um ótimo Brasileiro sub-20 q fiz. Estudamos algumas propostas e achamos muito bom vir para o Vasco, onde o projeto era e é muito bom. Em relação ao Grêmio, não tenho mágoa não. O que eu sempre falo é que pelo que fiz nos juniores, acho que merecia uma chance sim. Mas futebol a gente sabe como é, e hoje estou no Vasco buscando meu espaço e muito feliz!

AS - O Rodrigo Caetano - que trabalhou com você no Sul - foi peça fundamental para você vir para o Vasco. Como você avalia esse trabalho feito por ele e a relação dele com os jogadores, já que ele também já esteve nas quatro linhas. Ele conversa muito com vocês?
P - Realmente o Rodrigo já me conhecer ajudou a minha vinda pro Vasco, mas também o bom desempenho que tive no Brasileiro foi um fator decisivo.O Rodrigo faz um trabalho muito bom, ele esta dando uma cara nova para o Vasco.Ele procura estar em contato com os jogadores sempre conversando sim, pois ele já foi jogador e sabe como funcionam as coisas.

AS - Mesmo sendo volante, Dorival Júnior o lançou como lateral em algumas partidas. Você se sente à vontade atuando nesta posição?
P - Me sinto à vontade em estar ajudando o Vasco e a todo o grupo, independente da posição que eu jogar. Claro que jogar de volante é minha preferência e onde me sinto muito bem, mas estou disposto a ajudar o Vasco e vou jogar onde for preciso.

AS - A posição de volante há muito tempo tem sido uma dor de cabeça em São Januário, mas este ano não faltam opções - você, Amaral, Nilton, Souza e Matheus. O que você acha que falta para você ganhar mais espaço no time?
P - Concordo que a posição esta muito bem servida. Minha meta no Vasco é ir buscando meu espaço aos poucos, pois estou disputando vaga com caras experientes como Nilton, Amaral e Matheus, fora o Souza que é uma grande revelação da base, então tenho que ir aos poucos ganhando meu espaço, para na hora certa estar pronto pra ser titular.

AS - Desde que você chegou ao clube, sempre foi visto como uma grande promessa tanto pela comissão técnica quanto pela torcida. Como tem sido receber esse apoio e esse carinho em tanto pouco tempo de carreira e de clube?
P - Para mim é muito bom isso tudo, mas sei da responsabilidade que é vestir essa camisa e ter o apoio de todos. Fico muito feliz com tudo isso e espero retribuir à altura. Espero me firmar cada dia mais e mostrar minha garra e força para todos.

AS - Tem algum jogador - ou ex-jogador - em que você se espelhe? Se fossemos comparar o seu futebol com o de algum outro atleta, quem seria este jogador?
P - Tem um jogador que admiro sim. O Lucas, do Liverpool, é um grande volante e com características muito modernas. Quanto ao meu futebol, acho que é difícil comparar meu futebol com o de outro jogador, deixo isso pra outras pessoas (risadas).

AS - Você tem contrato com o Vasco até quando? Pretende ficar ainda mais tempo no clube?
P - Meu contrato com o Vasco vai ate final deste ano, estou aqui por empréstimo e o Vasco tem opção de compra. Pretendo ficar e ajudar o Vasco a chegar onde ele merece, brigando por grandes títulos no cenário nacional e internacional.

AS - Os jovens estão saindo do Brasil cada vez mais cedo. Você acha isso uma boa ou prefere consolidar a sua carreira primeiro no país?
P - Acho que existem várias maneiras de olhar essa situação. Uma é a visão do atleta, pois qualquer pessoa em qualquer profissão está em busca de uma independência financeira, e no futebol não é diferente e o futebol europeu proporciona isso muito rápido para o atleta. Para o clube também é bom, pois precisa fazer caixa. Acho que é uma tendência no futebol brasileiro, pois todos sabem da "matéria-prima" que temos aqui e querem levá-los o quanto antes. Mas acho que todos - como eu também - preferem consolidar uma carreira aqui no Brasil para então ir à Europa ou outros centros.

AS - Mande um recado para a torcida vascaína!
P - A torcida vascaína pode esperar muita raça, muita luta e, acima de tudo, superação! E falo em nome de todos que estão dentro deste projeto para a volta a série A. A torcida tem que lotar o estádio e dar seu apoio que o time vai responder com vitórias e resultados positivos. Abraço à todos!

domingo, 5 de julho de 2009

Entrevista exclusiva com Marcelo Cordeiro, lateral esquerdo do Internacional-RS revelado pelo Vasco

Por André Schmidt

FICHA DO JOGADOR
Marcelo Cordeiro de Souza
Lateral, 12/04/1981, Niterói-RJ

PELO VASCO
Não atuou como profissional

AS - Marcelo, você passou muito tempo na base vascaína e quando estava para subir, lhe dispensaram. Você guarda alguma mágoa do clube ou da antiga diretoria?
MC - Não guardo mágoa porque as pessoas que me prejudicaram não estão mais no Vasco, já saíram. E é sempre isso que acontece, eles afundam o clube e vão embora.

AS - Assim como você, Wescley, Hélton, Rony, Possato, Siston e Botti, subiram para os profissionais em uma época em que a equipe contava com diversos "medalhões". Você acha que isto dificultou a adaptação de vocês no clube?
MC - Acho que não. Peguei uma época onde o Vasco tinha dinheiro e por isso investia em jogadores de nome, mas no momento em que estourei a idade no júnior, o Vasco já não atravessava uma fase muito boa e só tinha o Edinho como lateral. Mas por motivos que não sei explicar, preferiram subir o meu reserva e me deixaram nos juniores.

AS - Você se sentia desprestigiado no Vasco quando acaba sendo emprestado a clubes pequenos, como o Bragantino, por exemplo?
MC – Não acho, até porque eu vejo que é importante o jogador ganhar experiência e se não estiver sendo aproveitado é bom que seja emprestado para que possa se manter em atividade e mostrar o seu valor para voltar e jogar no seu time de origem.

AS - Essas passagens por equipes de pequeno investimento fizeram com que você se motivasse ainda mais para dar a volta por cima e retornar a vitrine do futebol brasileiro?
MC - Quando você vai para uma equipe menor, você realmente vê a diferença que é a pequena da grande. Isso p mim só me deu ainda mais vontade de trabalhar e estar sempre bem para que eu continue sempre em uma equipe grande, ainda mais aqui no Internacional que é uma equipe onde muitos gostariam de jogar e poucos têm essa chance. Concluindo, serviu para que hoje eu possa dar muito valor ao clube que estou.

AS - Você atualmente está no Internacional e conquistou o vice-campeonato da Copa do Brasil e o campeonato gaúcho. Você achava que retornaria para um grande clube após a sua saída pela "porta de trás" de São Januário?
MC - Claro que certeza a gente nunca tem, mas sempre acreditei no meu potencial e tudo era questão de oportunidade. Quando se tem qualidade tem que estar trabalhando, aguardando a oportunidade, porque quando ela vier você estará pronto.



AS - No ano passado você teve a oportunidade de voltar à São Januário e participar de um dos jogos mais importantes da história do Vasco, infelizmente marcado pelo rebaixamento do clube. O que passou na sua cabeça quando voltou a pisar no gramado em que iniciou a sua carreira e ainda mais ajudando no rebaixando do clube?
MC - Para falar a verdade queria muito jogar essa partida, tanto q o Mancine queria dar férias já para alguns jogadores que atuaram muitos jogos e eu fui o único titular que não quis. Acabou a diretoria vetando a escalação de reservas. Mas como falei, queria muito jogar porque era a hora de provar q eu merecia um tratamento melhor, porque qualidade eu sempre tive, afinal foram dez anos de Vasco, de 92 à 02, e não tive reconhecimento nenhum!

AS - Mesmo não tendo atuado pelos profissionais, qual momento dentro do Vasco lhe marcou mais?
MC - Tive muitos momentos bons, afinal foram dez anos de Vasco. Mas acho que o mais marcante foi o título carioca de juniores, em 2001, onde tive um desempenho muito bom e nosso grupo de jogadores era de muita qualidade e amizade.

AS - Você aceitaria retornar ao Vasco se houvesse o interesse da diretoria?
MC - Sem dúvidas, até porque passei toda a minha infância em São Januário e não realizei meu sonho de jogar no profissional. Tenho um desejo que até o fim da minha carreira eu voltarei a jogar no Vasco, para que eu possa me sentir realizado profissionalmente, e dar muitas alegrias a torcida vascaína que é maravilhosa!

AS - Mande um recado para a torcida vascaína!
MC - Que vocês continuem sendo essa torcida apaixonada, empolgante e incentivem o time até o final, porque para nós, que somos jogadores, a força da torcida é essencial!

sábado, 4 de julho de 2009

Entrevista exclusiva com Siston, meia revelado pelo Vasco

Por André Schmidt

Seguindo a linha de entrevista com ex, e atuais, jogadores do Vasco. Hoje, o Blog Boteco do Portuga trás o meia Siston, como nosso entrevistado. O atleta, que atualmente está atuando pelo Aris Salonika-GRE, surgiu na equipe principal do clube em 2000, fazendo parte do elenco campeão da Copa Mercosul e da Taça João Havelange. Neste rápido bate-bapo, Siston falou do início de sua carreira, da passagem para os profissionais e de um possível retornou ao Brasil. Confira a matéria completa!

FICHA DO JOGADOR
Diogo Rodrigues Siston
Apoiador, 25/01/1981, Rio de Janeiro-RJ

PELO VASCO
2000 - 3 jogos e 0 gol
2001 - 19 jogos e 0 gol
2002 - 15 jogos e 1 gol
2003 - 12 jogos e 0 gol
Total - 49 jogos e 1 gols

AS - Siston, o seu primeiro ano como profissional (2000) entrou para história do Vasco como uma das melhores equipes da história do clube. Como foi atuar em meio a tantos craques como Romário, Edmundo e Juninho Pernambucano?
S - Neste ano realizei o maior sonho da minha vida. Tornar-me jogador profissional depois de tanto trabalho nas categorias de base. Comecei no Vasco com nove anos no futsal e só subi aos 19. Foram 10 anos de luta, sonhos e quando subi pude conviver com ídolos do Vasco e que também foram meus ídolos desde criança, com os quais aprendi muito. Era uma relação de muito respeito, sempre me trataram bem.

AS - Além de você, Léo Lima, Possato, Roni e outros, subiram para os profissionais em 2000. Você acha que esta geração poderia ter sido mais valorizada dentro do clube se não houvesse tantas estrelas?
S - O problema dessa geração não foi o fato de haver estrelas, pois logo depois em 2001 e 2002 muitos desses grandes jogadores foram embora. Acho que daí surgiu a dificuldade. Éramos muitos jogadores da base jogando e poucos jogadores com experiência no elenco. O time não conseguia resultados para conquistar o Brasileiro, e sempre lutávamos para não cair. Isso tudo fez com que a torcida não confiasse tanto na gente, o que acaba sendo normal no futebol.

AS - Em seu segundo ano como profissional, você já começou a se destacar, porém, não conseguiu ter uma grande sequência de jogos com nenhum treinador. Você guarda alguma mágoa do clube ou de algum técnico?
S - Não tenho o que falar dos treinadores. Sempre me trataram bem. Passaram no Vasco alguns treinadores que confiavam mais no meu futebol que os outros (Oswaldo de Oliveira, Joel Santana, Antônio Lopes...). Mas não acho q fui injustiçado por nenhum.

AS - Qual a maior recordação que você tem do clube?
S - O Vasco foi a minha segunda casa na minha fase de formação, como homem e cidadão. Então foram vários momentos felizes. Mas para citar um em especial, foi o dia em que tínhamos um jogo no Maracanã para receber as faixas de campeão da João Havelange e Mercosul 2000 e Taça Rio 2001. Junto com essas faixas no profissional, recebi também a faixa de campeão estadual dos juniores, em que era o capitão da equipe (foi o ultimo titulo estadual do clube na categoria). Eu sempre descia pra jogar nos juniores e quando recebi o troféu pediram a mim para se juntar ao Romário para tirarmos uma foto juntos, porque éramos os capitães. Um dia muito especial, pois demonstrava o quanto o Vasco era vitorioso e eu participei de tudo isso. Sem contar que o Romário era pra mim a vitória em pessoa.



AS - Você sempre foi um dos destaques da base, tendo atuado até na base da Seleção Brasileira. O que você acha que o atrapalhou para se firmar no futebol brasileiro?

S - Estava um pouco cansado de ter mais oportunidades na lateral esquerda do que no meio campo onde sempre joguei e, como você citou, me destacando, inclusive indo pra todas as seleções das categorias de base. Em determinados momentos as pessoas não entendiam por que eu não ia bem em alguns jogos e era uma promessa na base. Eu simplesmente queria jogar e ajudar o Vasco, mas os treinadores que precisavam me improvisar. O professor Antônio Lopes, mesmo sabendo que eu não era lateral, me colocava em campo me dando muita confiança e eu tentava fazer o melhor possível sempre. Talvez eu devesse esperar as minhas oportunidades na minha posição, porém nunca fugi de desafios. Na minha última semana de Vasco eu estava escalado pra jogar de titular na lateral esquerda num jogo contra o Paraná, em São Januário, o que demonstrara que eu saí por cima no Vasco, quando muita gente achava que não me queriam mais lá. Porém, hoje tenho certeza que não era o momento de sair. Porque saí pra Israel, onde fiquei esquecido.

AS - Você tem vontade de retornar ao Brasil? O Vasco seria uma opção?
S - O Vasco sempre será uma opção. Conheço o clube, as pessoas e sou torcedor. Ficaria muito feliz, porém o futebol é imprevisível. Isso pode acontecer amanha ou nunca pode acontecer.

AS - Mande um recado para a torcida vascaína!
S - Quero Agradecer a todos os vascaínos, aqueles que me apoiaram ou não. O Vasco estará sempre na minha vida seja como jogador ou torcedor. Peço que apóiem à todos os jogadores em todos os momentos. Ainda mais agora. O SENTIMENTO NÃO PODE PARAR!

Imagem:NetVasco

terça-feira, 30 de junho de 2009

Entrevista exclusiva com Wescley, ex-zagueiro do Vasco

Por André Schmidt

FICHA DO JOGADOR

Wescley Pina Gonçalves
Zagueiro, 15/07/1984, Vila Velha (ES)

Pelo Vasco
2002 - 1 jogo e 0 gols
2003 - 43 jogos e 3 gols
2004 - 31 jogos e 1 gol
Total - 78 jogos e 4 gols

AS - Logo em seu primeiro ano como titular dos profissionais do Vasco você conquistou o Campeonato Carioca. Como foi estrear já com título?
W - Muito importante para eu poder me manter entre os profissionais e sempre bom ganhar um título.

AS - Você teve passagem pelas seleções de base do Brasil. Qual a importância para você de ter tido esta experiência?
W - Importância muito grande, porque desde muito novo já pude representar o futebol brasileiro usando essa camisa amarelinha que é respeitada no mundo todo. Uma responsabilidade muito grande também e serviu de bagagem para eu poder ter minha oportunidade no profissional, que era tudo o que um menino na base de um clube quer.

AS - A cobrança de falta sempre foi um ponto forte seu. Tem algum jogador, ou ex-jogador, que você se inspira?
W - No nosso grupo mesmo tinha jogadores que batiam muito bem na bola, como o Pet e o Marcelinho Carioca, e eu procurava observar. Quando eles não estavam no jogo eu tentava fazer bem o papel.

AS - Em 2004, o Vasco passou por um período difícil, com algumas rixas dentro do grupo - principalmente após a chegada de Edmundo - entre jogadores de renome como Petkovic e Marcelinho Carioca. Como era o clima daquele grupo? É difícil trabalhar em um grupo com muitas estrelas?
W - Eram jogadores já com um nome muito grande no futebol e, querendo ou não, existe a vaidade, era isso que atrapalhava. Mas para mim, e meus amigos que estavam subindo comigo para o profissional, era muito difícil, porque quem esta subindo precisa de um grupo forte e um time forte para poder fazer um bom trabalho. Quando o time não ganhava, a imprensa colocava toda a culpa em nós, meninos, que estavam subindo e consequentemente uma parte da torcida achava o mesmo e acabava vaiando alguns jogadores, e isso era ruim.

AS - Você deixou o Vasco ainda muito jovem - com 20 anos se transferiu para o Maccabi Haifa, de Israel - como foi a sua adaptação ao país e ao clube?
W - É sempre difícil a adaptação, ainda mais para um jovem, saindo novo sem experiência nenhuma de como é um time fora do seu país.

AS - O que o motivou a deixar o Vasco tão cedo?
W - Acho que muito pelo momento que o time tava vivendo, aí tive essa oportunidade. Se fosse hoje acho que não sairia. Na verdade, eu tinha medo de não continuar no profissional, nós éramos muito criticados e isso dava muito insegurança. E na própria diretoria eu não via aquela confiança no meu futebol, isso dava medo.

AS - No ano seguinte, 2005, você retornou ao Brasil para defender o Corinthians, conquistando o maior título de sua carreira: o de campeão brasileiro. Como foi atuar ao lado de grandes jogadores como Tevez, Mascherano e Nilmar?
W - Experiência maravilhosa, o Tevez e o Mascherano eu já conhecia muito bem, sempre fomos rivais de seleção de base e a maioria do grupo eu conhecia porque eram todos da minha idade e companheiros de seleção, como Marcelo Mattos, Carlos Alberto, Wendel e Marcelo. Era muito show estar naquele grupo, aprendi muita coisa. Ser campeão brasileiro então foi tudo de bom. Agradeço a DEUS por um dia ter me dado essa oportunidade, de fazer parte de um grupo daquele e ter vestido a camisa do Corinthians, um dos clubes mais importantes do Brasil.

AS - Depois de uma passagem pelo Estrela Amadora de Portugal você retornou ao Brasil para atuar pelo Juventude. Como você avalia a sua passagem pelo futebol europeu?
W - Esse clube não existe, não gostei, passei por momentos chatos nesse time.

AS - O que aconteceu em Portugal que lhe aborreceu tanto?
W – É um clube sem estrutura nenhuma. Teve dia que nem campo para treinar tinha! Quando eu cheguei lá fiquei sabendo que tinha jogador que estava há oito meses sem receber salário. O presidente não queria cumprir com um acordo que tínhamos no contrato porque minha esposa foi grávida e eles tinham que pagar o parto e as coisas do hospital. Faltando um dia para meu filho nascer, ele ficou fugindo de mim dizendo que não ia pagar e eu ligava e ele desligava o telefone na minha cara. Foi muito desgastante, porque estava fora do meu país e preocupado com o meu filho. Mas Graças a DEUS o médico foi super legal conosco e falou assim: “Se está no contrato ele tem pagar.”, e deu tudo certo. Logo depois disso pedi para ir embora.


AS - Em Caxias, você foi vítima de um assalto em que seu filho acabou baleado, mas sobreviveu. Essa violência fez com que você desistisse de atuar no Brasil? O que mudou em você, dentro e fora de campo, após este episódio?
W - Não foi isso que fez eu sair do Brasil não, acho que foi mais pela falta de oportunidade em algum clube bom aí, No momento que aconteceu isso com meu filho foi o momento mais difícil da minha vida, mas eu achava que era forte demais e que não tinha tido nenhuma mudança em meu comportamento, até porque era difícil acreditar que aquilo tinha acontecido com meu filho que tinha sete meses. Eu não tinha muito noção, parece que a ficha não tinha caído que ele tinha tomado um tiro e eu tentava viver normalmente, como se nada tivesse acontecido. Uma hora antes de acontecer isto, ele estava dentro de casa pulando em uma cadeirinha de balanço e eu não queria acreditar, quando eu ia treinar sempre falava pra ele: “-O papai vai trabalhar e cuida da mamãe, porque quando eu não estou é você o homem da casa.” E ele me olhava como se entendesse. Quando eu o vi no hospital entubado foi muito ruim. No outro dia de manhã eu tive força para ir treinar, não queria ficar lá no hospital senão ia ficar louco. Quando ele foi operado, ele não tinha aberto os olhos ainda, mas quando eu tava saindo para o treino falei a mesma coisa que falava sempre do ladinho dele e foi uma emoção tão forte que ele abriu os olhos e olhou para mim. Mas depois de dois anos do ocorrido parece que caiu a ficha agora e naquela época eu achava que eu não tinha mudado meu comportamento. Hoje eu vejo que fiz coisas que nunca deveria ter feito no clube, de brigar com as pessoas, de ser grosseiro com companheiro, de discutir com diretor, mas hoje quando o vejo brincando e correndo, me pego chorando sozinho. Ou quando vejo alguma coisa que aconteceu com alguma criança me faz chorar. Mas não conta para os atacantes não porque senão eles vão achar que sou um zagueiro meigo né?! (Risos)

AS - Atualmente você está na Turquia defendendo o Denizlispor. Qual a grande diferença de estrutura entre os clubes em que você atuou fora do Brasil e os daqui?
W - Sim, é um clube pequeno, porém, tem uma estrutura muito boa, um CT ótimo, que clubes grandes aí do Brasil não tem.

AS - Você defendeu o Criciúma na Série B 2008, mas a equipe catarinense acabou rebaixada. O que você acha que é mais complicado na disputa da “segundona”?
W - É mais pegada que a Série A. O time que não conseguir ter uma equipe competitiva, que corra bastante e que lute muito, tende a cair ou não conseguir o grande objetivo que é subir para a primeira. Foi o que aconteceu conosco lá no Criciúma. No papel tínhamos um time ótimo, com jogadores de nome, mas não conseguimos formar um time competitivo. Muita mudança de treinador e outros vários fatores também contribuíram para a queda.

AS - Você aceitaria retornar ao Vasco?
W - Com certeza! É um clube que admiro muito, vivi minha adolescência toda no Vasco. Cheguei com 12 anos e saí com 20, todos dentro de São Januário. Tenho um respeito muito grande pelo Vasco, foi o clube que me deu toda estrutura para eu ser um bom jogador, uma pessoa melhor e hoje, depois de todo esse tempo que sai daí, a vontade de voltar é grande. Hoje estou com 25 anos, muito mais maduro, mais experiente, mais seguro do meu futebol, com uma família formada, mais responsável e, se um dia eu tiver a chance de vestir essa camisa de novo, vai ser como da primeira vez que cheguei à São Januário, com 12 anos e cheio de expectativa e sonhos.

AS - Mande um recado para a torcida vascaína!
W - O Sentimento não pode parar! Um grande abraço para todos! Estamos na luta até o fim para retornamos para a Série A. AMO ESSE CLUBE DE CORAÇÃO!

VÍDEO DO JOGO EM QUE WESCLEY MARCOU O SEU PRIMEIRO GOL PELO VASCO:

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Entrevista exclusiva com Pedro Vera: "- Joguei com febre e cãimbras na Coréia!"

Por André Schmidt - Blog Boteco do Portuga

Ficha do Jogador

Pedro Antônio Vera Britez
Volante, 20/04/1984, Santa Elena-PAR

Pelo Vasco
2009 - 1 jogo e 0 gols

Quando se fala em jogadores paraguaios, logo nos vem em mente um futebol de muita pegada e marcação. Diversos atletas vindos do Paraguai fizeram sucesso no futebol brasileiro, Gamarra e Arce são exemplo disto, só para citar alguns casos mais recentes. Neste ano, o Vasco conta com dois em seu elenco. Um deles, Pedro Vera, falou com exclusividade ao Blog Boteco do Portuga. O volante falou para nós sobre como está sendo a sua adaptação ao clube e de sua emoção em sua estreia em um amistoso na Coréia do Sul. Pedro aguarda ainda uma oportunidade entre os titulares da equipe e, segundo ele, raça e vontade de entrar em campo não lhe faltam.
Confira a entrevista completa - traduzida para o português, obviamente:

AS - Qual a maior diferença que você sentiu entre o futebol jogado no Brasil do jogado no Paraguai?
PV - A maior diferencia não é muita, mas é muito técnico que táctico, lá no Paraguai é mais força e raça, mais não é muita diferença. E há também a diferença que aqui tem mais competições e mais times.

AS - Você passou este seis meses de Vasco praticamente sem jogar. O que você acha que é o grande motivo por Dorival não lhe utilizar?
PV – Eu fiz tudo pra estar no time titular, me esforcei, trabalhei, mas esta pergunta você deve fazer ao Dorival. Penso q ele não optou por mim por que deve ter seus motivos.

AS - Muitos boatos da sua saída rolaram por São Januário. O que há de real neles?
PV - Os boatos? Não sei de que você esta falando... Você pode me dizer quais boatos? Mais que nada, eu penso assim, porque eu não joguei não fui prioridade do treinador nada mais.

AS - Nos treinos você tem atuado como um terceiro zagueiro, atuando pelo meio da zaga. Essa posição lhe agrada?
PV - Não é minha posição, mas quando cheguei aqui no Brasil o começo foi o mais difícil pra me acostumar, porque aqui os laterais atacam os dois ao mesmo tempo e o volante vira um terceiro zagueiro. Mas eu penso assim, que com o jogo e com ritmo de jogo, você se acostuma a jogar. Minha posição mesma é de volante.

AS - Mesmo na reserva você está satisfeito no clube?Você gostaria de renovar com o clube no final da temporada?
PV - Nenhum jogador estaria satisfeito em estar na reserva. Se eu não sou prioridade do treinador, acho melhor buscar outro rumo e ver onde o treinador me tenha consideração futebolística.

AS - Você fez a sua estreia pelo clube no amistoso na Coréia do Sul. Como foi essa experiência?
PV - Puxa amigo por mais que tenha sido um amistoso foi o máximo. Pra mim, nestes seis meses, não sei por que, eu sou um jogador que entrego tudo no jogo, não dou uma bola perdida, eu tenho muita força de vontade e gosto de trabalhar. E assim, com todo o cambio de fuso horário, o cansaço, entrar nesse amistoso com febre por causa da garganta inflamada, pra mim foi como se fosse uma final de campeonato o jogo. Mas assim, eu sabia q não estava com ritmo de jogo, primeira vez no ano que fiz 90 minutos. Não pensei terminar o jogo, mas joguei tudo com câimbra nas pernas. Não fiz bem o jogo, mas tão pouco ruim, mas vontade não me faltou. E aí eu me dei conta que tranquilamente poderia estar jogando no Vasco, se tivesse mais espaço no clube. Mais eu respeito os meus companheiros, o treinador, sou um profissional. O time também está bem, na minha posição tem bons jogadores.


AS - Você - assim como o Benítez - acabaram criando um vínculo maior com o pessoal da base em razão desta viagem para a Coréia. Como você avalia esta nova geração que está subindo para os profissionais?
PV - É verdade isso, tem bons jogadores. Foi pouco tempo que estivemos lá, mas foi uma experiência boa para todos. Eu vejo assim, faltam mais oportunidades pra categoria de base, porque eles, tranquilamente, poderiam estar jogando em outro time.

AS - Você acredita na volta do Vasco a Série A do Brasileiro?
PV - Não tenho dúvidas que o Vasco voltará para a primeira divisão. Só que agora está difícil porque todos fazem esforço para nos derrotar, por ser um time de muita tradição.

AS - Mande um recado para a torcida vascaína!
PV - A torcida do Vasco é o máximo! Tive esse prazer de estar neste clube, pena não poder jogar. Mesmo assim senti esse gosto de estar no Maracanã e a torcida apoiar todo o momento, foi o máximo! Mas queria pedir que tenham paciência com o time, que não é fácil porque os outros clubes se fazem forte contra o Vasco. Mas o Vasco vai subir.

Imagens: Site Oficial do Vasco e GloboEsporte.com

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Entrevista exclusiva com Viana, volante revelado pelo Vasco na década de 90

Por André Schmidt

Revelado em São Januário na década passada, Viana fez parte do elenco que conquistou o único título vascaíno da Copa São Paulo de Futebol Júnior. Em uma geração que revelou ídolos como Valdir, Leandro Ávilla e Pedro Renato, o volante acabou tendo poucas oportunidades na equipe principal. Confira a entrevista exclusiva concedida - muito gentilmente - pelo ex-volante cruzmaltino, falando sobre a sua passagem pelo clube e o seu amor pela Cruz de Malta.

Ficha do Jogador
Marcos Viana Rocha
volante, 19/07/1971, Rio de Janeiro

Pelo Vasco
1993 - 2 jogos e 0 gols
1994 - 8 jogos e 0 gols
1995 - 14 jogos e 0 gols
Total - 24 jogos e 0 gols

ENTREVISTA:

AS - Você teve participação em dois títulos do tricampeonato carioca da década de 90. Como você avalia esse período da sua carreira?

V - FOI UM PERIODO DE TRANSIÇÃO, POIS ESTAVA SUBINDO DOS JUNIORES E HAVIA SIDO CAMPEÃO DA COPA SÃO PAULO.

AS - Foi difícil essa transição para os profissionais?
V - TIVE QUE SER EMPRESTADO PARA O AMERICANO DE CAMPOS, O GRUPO DO VASCO JÁ ESTAVA MONTADO.

AS - Em 95, você chegou a ser titular em algumas partidas. O que você acha que faltou para se firmar na equipe?
V - SEQUÊNCIA DE JOGOS E MAIS OPORTUNIDADE, EU ERA POUCO APROVEITADO.

AS - Você acredita que se tivesse tido mais oportunidade em 93 e 94 - quando o Vasco tinha uma equipe de mais qualidade - você teria tido um destaque maior?
V - ACHO QUE SIM, POIS ME DESTAQUEI EM UMA EQUIPE DE MENOR EXPREÇÃO QUE FOI O AMERICANO DE CAMPOS.

AS - Você ainda guarda saudades de São Januário?
V - GUARDO MUITA SAUDADE. FOI MINHA VIDA! COMECEI NO VASCO AOS 13 ANOS DE IDADE NO MIRIM E AINDA POR CIMA SOU VASCO DE CORAÇÃO.

AS - Qual o fato, ou o jogo, pelo Vasco, mais marcante de sua carreira?
V - MINHA ESTREIA COMO TITULAR EM 94 CONTRA O INTERNACIONAL DE PORTO ALEGRE - 5X0.

AS - Outros jogadores revelados na mesma época que você - como Frazão, André Pimpolho e Pedro Renato - não tiveram grandes oportunidades na equipe principal. Você acha que está geração foi, de certa forma, queimada pelos homens que comandavam o futebol do clube?
V - NÃO FUI APROVEITADO COMO EU DEVERIA SER, MAS HAVIAM JOGADORES DE ALTO NÍVEL E TIVE POUCAS CHANCES.

AS - Você ainda tem contato com pessoas ligadas ao clube ou que jogaram com você?
V - NÃO

AS - Como foi a sua carreira após sua saída do Vasco? Em quais outros clubes atuou?
V – EM 1996 VOLTEI PARA O AMERICANO, EM 1997 ATUEI NA GRÉCIA. NO ANO SEGUINTE, 1998, VOLTEI AO RIO PARA JOGAR PELO FLUMINENSE DO RJ. DEPOIS ME TRANSFERI PARA O VOLTA REDONDA, ONDE JOGUEI DE 99 À 2002.

AS - Mande um recado para a torcida vascaína!
V - QUE TODOS VOCÊS TORCEDORES TENHAM A ALEGRIA DE VER O VASCO NO LUGAR ONDE ELE MERECE! SEM VOCÊS, TORCEDORES, O VASCO NÃO É NADA! UM ABRAÇO!

Imagem: Arquivo pessoal de Viana

sábado, 13 de junho de 2009

Entrevista exclusiva com Mílton Benítez

Por André Schmidt

No início do ano dois "hermanos" paraguaios aportaram em São Januário, um deles é Mílton Benítez. O meia, que não vem tendo muitas oportunidades com Dorival Júnior, falou com exclusividade ao Blog Boteco do Portuga sobre como está sendo a sua adaptação ao Rio de Janeiro e a sua expectativa dentro Vasco. Obviamente fiz modificações no texto, passando para o português, para um maior entendimento dos nossos leitores.

AS - Como foi, ou está sendo, a sua adaptação ao Vasco?
MB - A minha adaptação no Vasco foi muito rápida em forma de amizade, porque o grupo é muito unido e nunca tive problema de fazer amizade com ninguém. E na forma do futebol já estou adaptado, dificultou um pouco porque é diferente o jogo do Paraguay, mas agora já estou bem!

AS - Até agora você teve poucas chances na equipe. O que você acha que está te impedindo de ter uma sequência de jogos pelo clube?
MB - O futebol é assim, um dia tem chance e outra vez não! No Brasil a maioria não me conhece, não é como o Paraguay. No time, no meio, tem jogadores de nome que jogam muito bem, o melhor é esperar a minha oportunidade e se não der tudo bem!

AS - Sua única partida como titular foi no amistoso na Coréia e você foi muito bem. Você acha que as partidas da equipe chamada de Expressinho podem fazer com que Dorival lhe dê uma oportunidade?
MB – A verdade é que para eu entrar tudo depende da direção técnica, vou continuar me esforçando sempre!

AS - Você tem a intenção de continuar no clube após o final do seu contrato?
MB – A intenção é de ficar no clube depois que terminar o contrato sim, estou muito pouco tempo no Vasco, mas o sentimento é muito grande, gosto muito do Vasco e faço de tudo para poder ajudar a subir! Mas se um jogador não joga no time e termina o contrato ele vai querer ir pegar outro rumo para poder jogar.


AS - O Pedro Vera e você chegaram juntos ao clube. Isto facilitou a sua adaptação e interação com o grupo?
MB - Pedro e eu chegamos juntos, é claro que ajudou a me adaptar mais com um grupo como este foi muito fácil ter a amizade de todos não só nos treinos, mas como amigos!!

AS - Qual a sua expectativa com a camisa do Vasco? Você acha que ainda pode render muito mais?
MB - Gostaria de jogar e fazer um bom papel pelo Vasco, por mim e por ajudar o time que não merece estar onde está! É claro que jogando vou pegar mais confiança ainda aqui e melhorar muito o meu nível.

AS - Você é um meia ofensivo e que chega bem de trás para finalizar, mas você ainda não marcou com a camisa cruzmaltina. Você acha que já está na hora? Já sonhou com esse primeiro gol pelo Vasco?
MB – É, quem não gostaria de fazer o seu primeiro gol no time novo em que está! Se Deus quiser vou pegar a oportunidade e fazer os gols para o Vasco!

AS - Como é ficar de fora destas partidas importantes que o Vasco disputou? O nervosismo é maior assistindo da arquibancada?
MB - Na verdade de não estar jogando fico mal, mas é só levar na boa e continuar treinando! Sinto saudades de jogar de novo e sentir o seu público, fazer um gol! Mas o futebol é assim, um dia está abaixo e no outro é uma estrela!

AS - Mande um recado para a torcida vascaína!
MB – Quero agradecer a torcida pelo carinho das pessoas que me conhecem e me tratam muito bem! É como disse, o sentimento pelo Vasco é muito grande nesse pouco tempo que estou! Valeu! Abração!

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Entrevista exclusiva com Botti, ex-meia do Vasco

Por André Schmidt

Revelado pelas categorias de base do Vasco, o meia Botti deu uma exntrevista exclusiva para o Blog Boteco do Portuga. Hoje atuando no Japão, o jogador fala sobre a sua paixão pelo clube, sua vida no Japão e sua passagem na Coréia. Confira!

AS - Botti, você passou grande parte de sua vida dentro de São Januário. Qual a sua relação com o clube atualmente?
B - Eu costumo dizer que São Januário é a minha segunda casa, morei por 7 anos, tenho muitos amigos, e sempre que estou de férias e vou ao Rio e ao clube rever os amigos.

AS -Você saiu muito cedo do Vasco, disputou apenas uma temporada pelos profissionais. Você se arrepende de ter saído tão cedo do Brasil? Você acha que teria um reconhecimento maior aqui caso tivesse ficado mais tempo?
B - Não me arrependo porque meu sonho sempre foi jogar no exterior, eu só tenho a agradecer a Deus por tudo que ele tem me proporcionado esses anos fora do Brasil, mas acredito que se tivesse permanecido no vasco teria um reconhecimento maior do meu trabalho no país.

AS - Você é ídolo na Coréia, onde atuou por muito tempo, e chegaram a cogitar a possibilidade de você se naturalizar. Foi você quem preferiu não adquirir a nacionalidade?
B - Eu fiquei 5 anos na coréia, e todo tempo o clube cogitou em me naturalizar, estávamos animados, mas no último ano fomos campeões da Ásia Champions League, com isso vim disputar o Mundial Interclubes e um clube do Japão me fez uma proposta e aqui estou.

AS - Você ainda sonha em vestir a camisa da Seleção Brasileira?
B - É o sonho de todo jogador, mas para isso precisaria estar jogando no centro do futebol (Brasil ou Europa).

AS - Como é ser ídolo do outro lado do mundo? Você um dia havia imaginado chegar onde chegou?
B - É uma felicidade imensa de ver o trabalho reconhecido, lutei e luto muito para conquistar tudo isso, mas por mais otimista que fosse não poderia imaginar que Deus seria tão generoso comigo. Morar em um país de primeiro mundo, jogar em um campeonato tão organizado, não imaginava que seria tão perfeito assim.


AS - Você tem vontade de voltar a vestir a camisa cruzmaltina? Estaria disposto a negociar a sua volta caso procurado?
B - O Vasco é a minha segunda casa, se voltasse ao Brasil certamente gostaria de ir para o Vasco, mas não penso ainda, pretendo ficar aqui até meus 30 anos.

AS- A partida contra o Guarani - goleada de 7x1 -, onde você marcou o seu primeiro gol pelo Vasco, você considera a sua melhor pelo clube?
B - Foi uma partida marcante, foi meu primeiro gol como profissional, foi uma das melhores partidas minha no clube.

AS -Quase toda a sua carreira foi feita na Ásia. Você ainda pensa em atuar em um grande clube da Europa?
B - Penso sim, tenho contrato aqui até fim de 2010 vamos ver o que Deus reserva para mim.

AS - Quais os seus planos para o seu futuro no futebol?
B - Meus planos é de cumprir meu contrato aqui, depois disso devo me transferir, ainda não sei se ficarei na Ásia ou irei para Europa.

AS - Mande um recado para a torcida vascaína!
B - Primeiro dizer que o vasco tem mais um torcedor aqui no Japão torcendo para o clube se recuperar deste momento difícil, e deixar lembranças a toda torcida que sempre me apoiou e dizer que estão guardados em meu coração. Abraço...



Imagens: Álbum Campeonato Brasileiro 2001 - Panini e Site Oficial do Visel Kobe
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